segunda-feira, 13 de julho de 2009

*** A IMPORTÂNCIA DO CASAMENTO E DA FAMÍLIA ***

                                  Encontro de Casais com Cristo



Embora muitos considerem como uma instituição falida, como algo fora de moda, algo que já não funciona mais; o casamento ainda é a peça chave pelo qual Deus deseja restaurar a família nos dias de hoje, tendo em vista que no casamento existem princípios fundamentais que pode preservar toda uma família e uma sociedade que perece cada vez mais.


Neste tema que vamos abordar, nunca faríamos isto se não crêssemos na força restauradora que Deus opera através de um casamento. Sabemos que o alvo de Deus é a família, e é por isso que toda a sociedade está sofrendo por questões familiares diversas onde claramente vemos o prejuízo destas questões e seu resultado catastrófico de desagregação familiar.


A família representa “célula fundamental da sociedade”. Pois ela agrega novos membros; num mundo em que se esquece o grande valor que a família representa e que passivamente assiste à desagregação da família. É necessário redescobrir e valorizar plenamente o papel da família. Por isso temos a plena convicção de que tudo começa a partir do equilíbrio no casamento. É num casamento equilibrado que parte a saúde de uma sociedade em todos os aspectos.


Na modernidade ofuscou-se a consciência do papel social da família. Na família, o homem adquire seus princípios, forma o seu caráter, forma a sua personalidade; estabelece em comunidade, exerce cidadania, transmite valores essenciais da convivência civil, aprimora o relacionamento social. Cremos na instituição família pois é a base original estabelecida por Deus desde o principio para que o homem fosse abençoado por Ele. É necessário redescobrir e valorizar plenamente o papel da família. Valorizar a família significa prevenir muitos males da sociedade.
O primeiro milagre realizado pelo Senhor Jesus em seu ministério terreno foi numa festa de casamento na província de cana, demonstrando a importância que Deus confere a esta instituição chamada casamento. Naquele episódio foram utilizadas seis talhas de pedra para transformação da água em vinho; vemos, portanto a simbologia destas seis talhas de pedra como colunas necessárias para sustentação de um casamento.



1- Responsabilidade


Responsabilidade sempre implica em compromisso; Fica difícil manter um relacionamento de um homem e uma mulher quando este princípio é desconsiderado. O princípio da responsabilidade na realidade não é algo pronto que se leva para o casamento. É um aprendizado constante encarado de um modo sério tanto pelo marido quanto pela esposa. São trocas de informações, de obrigações, de idéias que se traduzem em companheirismo, em diálogo, em entendimento. Ser responsável é algo que precisa ser aprimorado na medida em que os anos avançam. Quantos casamentos estão falidos, tudo porque este princípio em algum momento no relacionamento foi violado. Eu creio que muitos já começam uma vida a dois desconhecendo o principio da responsabilidade. Algo crucial que muitos casais devem aprender “Responsabilidade ignora sentimentos”. Um casamento sólido tem como coluna principal a responsabilidade e o compromisso e não as emoções e os sentimentos, casais que são guiados apenas por sentimentos não possuem uma relação sustentável. Num casamento, existem muitos desafios, e a aceitação de obrigações que são Novas, Diferentes e Desafiadoras no casamento. Novas - porque de uma hora para outra, hábitos antigos precisam ser ajustados à nova realidade. Diferentes - porque é o começo de algo que até então ambos nunca experimentaram. Desafiadoras - porque a cada dia no casamento vão existir muitos desafios que ambos terão de enfrentar


Hoje é tremendamente comum vermos avós educando seus netos. Tudo porque o princípio da responsabilidade foi desconsiderado por seus filhos. Aquele que se casou deve cuidar da educação de seus filhos juntamente com o seu cônjuge e não seus pais. Os jovens hoje não pensam muito em se estabilizarem antes de assumir um relacionamento mais sério que é o casamento, tanto em questões financeiras ou em questão de maturidade. Nenhum jovem casal deveria assumir este compromisso apenas pelo fato de se gostarem ou estarem apaixonados; nenhum casal devem ser guiados apenas pelos afetos das emoções e paixões carnais aos quais se entregam e sofrem com o passar dos anos fazendo com que o relacionamento que deveria ser prazeroso se torne com o tempo em fracasso, em separação. Casamento requer maturidade. Parece algo ilógico visto que geralmente trata-se de duas pessoas ainda jovens e imaturas, mas, nem sempre pouca idade significa imaturidade. A responsabilidade é um aspecto que precisa ser levado a sério antes e durante os anos de vida conjugal.


Compromisso implica em dedicação; assim como uma casa necessita de cuidados para manter - se organizados, também na vida a dois há necessidade de manutenção diária para preservar aquilo que é essencial em um relacionamento. A dedicação é a manutenção necessária para que flua com êxito a relação a dois. Devemos nos dedicar cada dia mais em não permitir que o cansaço, a rotina, o stress, a fadiga, nos afunde e nos deprima a ponto de arruinar nossas vidas conjugais. Assim como a águia se renova, os casais devem se dedicar na renovação de suas forças e empenho mútuo.



2 – Fidelidade





Quando falamos de aliança, o primeiro aspecto de uma aliança é que ela não tem emendas, mas antes ela é inteiriça, por ser um metal fundido, não podemos identificar onde foi o exato local de sua emenda pois a sua composição foi inteiramente homogeneizada, não restando assim nenhum sinal de emenda. O que faz o casamento uma instituição duradoura, não são os bens que possuímos as boas relações que desenvolvemos, ou somente amor que temos um pelo outro. O que sustenta o matrimônio é a aliança que fazemos um com outro diante de Deus, familiares e amigos.


Toda aliança requer fidelidade; fidelidade é um item importantíssimo em um relacionamento a dois; nenhuma aliança pode permanecer durável se nesta não existir a base da fidelidade; fidelidade é questão de um caráter trabalhado por Deus; fidelidade denota cumplicidade, ou respeito que ambos devem nutrir ao longo dos anos. Sem dúvida um dos maiores motivos para o divórcio é a falta de fidelidade. Para um vida a dois ser bem sucedida este princípio precisa ser cultivado à partir de pequenas coisas, pequenos detalhes, tais como a constante apreciação pelo cônjuge, a demonstração de carinho, de afeto. Na realidade é um constante vigiar para se manter íntegro, correto, autêntico. Reconhecer que o seu companheiro ou a sua companheira é um presente que Deus lhe deu e que deve ser valorizado e respeitado. Esta pessoa é parte de você. É parte de sua carne e não deve ser tratada com desdém. Fidelidade é manter-se na linha, nos trilhos da vida. É ser transparente, comedido em suas ações. Mesmo nos pensamentos, a lascívia, a imoralidade precisa ser atacada de frente com a ajuda de Deus. O respeito de um para com o outro deve ser cultivado. Os filhos devem crescer neste ambiente de paz onde podem aprender pelo exemplo genuíno de seus pais e com isto serem pessoas maduras e seguras no seu proceder futuro na área sentimental.


Fidelidade implica em transparência no viver a dois, a vida de um casal precisa ser para ambos como um livro aberto, não pode haver coisas ocultas, não pode haver coisas obscuras, mal resolvidas, a transparência faz o homem e a mulher andarem de cabeças erguidas, transparência significa realizar todas as coisas em baixo da verdade: A verdade deve sempre prevalecer independente do conflito em questão. Aonde existe verdade existe confiança, e aonde existe confiança não existe possibilidade de incoerências e “achismos”. A Verdade é sempre forte, não importa quão fraca pareça, e a falsidade é sempre fraca, não importa o quão forte pareça.


A transparência e a verdade caminham em conjunto onde devem prevalecer em todos os âmbitos conjugais; principalmente em assuntos financeiros, nas questões que envolvem dinheiro fica difícil um relacionamento onde não há transparência plena. A falta de sinceridade nas questões financeiras tem levado a falência muitos casamentos.



3 – Amor

(1Co 13:4-7) “O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes , não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta"



Amor não é sentimento. Sentimento é subproduto do amor; nas questões conjugais o amor corresponde uma estrutura mais segura e mais sólida que qualquer sentimento. O amor é tudo em um relacionamento. Quem ama se dá. Quem ama perdoa. Quem ama pede perdão, é cortez, é gentil. O amor é abrangente. Ele é capaz de integrar, de unir, de envolver, de resolver muitas questões de situações de conflito. Quando se ama se respeita. Quando se ama se é fiel, responsável. Em uma época onde a palavra de ordem é a globalização, eis aí essência e o fascino do amor. Só o genuíno amor pode fazer com que a durabilidade exista de fato em uma família. Só o amor pode enfrentar os maiores problemas, os maiores obstáculos que a vida nos apresenta. Sem ele não se respira, não se move neste mundo. Não se vive. Não estamos nos referindo a um amor sinônimo de paixão que está constantemente ligado a sexo. Estou me referindo a amor de envolvimento, a amor de comprometimento, de companheirismo, de compartilhamento da vida. É um amor que sofre com o outro, que aprende com o outro. É o amor que se deixa conquistar, que não é vulnerável, que é permanente, que é bom e saudável. Portanto aí está mais um princípio que se for colocado em prática no dia a dia e no relacionamento conjugal fará muita diferença na soma dos anos.


Muitas famílias estão sendo destruídas pela traição conjugal, pelos vícios, pelas intrigas etc. Agora não podemos nos esquecer que estas conquistas destes desafios que temos concernentes a responsabilidade, a fidelidade e ao amor, só terá validade, só terá o selo de qualidade se forem administrados por Deus diretamente. Deus é amor, é responsável e fiel. São alguns dos seus mais notáveis atributos. Somos a Xerox de Deus. Somos a essência de Deus. Somos feitos a sua imagem e semelhança e fomos criados para vivermos exclusivamente para a sua glória e louvor. O que eu estou querendo dizer e passar pra você é que se o seu casamento não for fundamentado, alicerçado em Deus, dificilmente ele poderá subsistir. Deus precisa ser parte integrante dos relacionamentos. Uma família onde Deus não é Senhor, cada componente do mesmo estará em constante perigo, sem nenhuma proteção Espiritual.


Amar é compartilhar a vida. O propósito para qual Deus formou a mulher, foi para ser a auxiliadora do homem. Por isso, a mulher foi feita de uma costela tirada do lado de Adão; não foi tirada de sua cabeça para que governasse sobre o homem; não foi tirada de seu pés para que fosse pisada pelo homem, mas foi tirada de seu lado, para ser igual a ele, ajudadora, cooperadora, auxiliadora; foi tirada debaixo de seu braço para ser protegida por ele, e também perto de seu coração para ser amada por ele. A mulher é uma benção de Deus para a vida de um homem.


Amar é dedicar-se ao próximo. No quesito amor muitos casais não perceberam que este principio é de suma importância para o permanecer de um casamento. Infelizmente muitos maridos dedicam-se mais ao seu carro, ou ao seu time de futebol mais do que suas esposas; não nada de errado cuidar de um veículo ou torcer por um time de futebol, mas, o problema está no fator dedicação. A dedicação de um casal precisa estar convergido um para o outro para que haja harmonia








4 – Perdão


O perdão não se trata de um alívio de consciência, mas, do exercício da vontade do homem, e representa vitória no mundo espiritual. A falta de perdão gera amargura e por sua tal amargura é resultado da falta de perdão, a falta de perdão dá ao inimigo uma reivindicação legal que por sua vez entra a fim de oprimir e atormentar o casal. O perdão é o caminho para a libertação da amargura da mágoa e da ferida.


Quem não perdoa torna-se prisioneiro de seu passado e perde a capacidade de viver no presente, vive então o presente com os olhos no passado, e a amargura ocorrida no passado flui constantemente nos relacionamentos presente do dia a dia. Quem perdoa é perdoado, para que o casal ande na benção terá necessariamente que andar perdoados um ao outro. Perdoar a si mesmo também é necessário para que o individuo não seja atormentado por causa da acusação do espírito acusador. Liberar o perdão faz com que na vida de um casal haja aceitação. Aceitação não é um estagio de passividade e sim aceitar a personalidade da outra pessoa; não significa conformismo de certa situação, mas, apenas o fato de que não se devem enxergar as coisas pela aparência e sim a sua conseqüência, muitos perecem em seu casamento por não aceitar o jeito de ser de seu cônjuge, tentando fazer as pessoas se tornar do jeito em que queremos. O fato de aceitarmos certa condição significa fé naquilo que Deus pode realizar.


O perdão gera confiança. A falta de confiança denota uma anormalidade em uma relação, quem ama confia, nunca podemos ser pessoas maliciosas a ponto de haver uma desconfiança doentia das atitudes do dia a dia de seu cônjuge. Devemos primeiramente confiar em CRISTO e depositar sobre Ele tudo quanto precisa ser restaurado no casamento; é n’Ele que se pode esperar a realização de todas as coisas; isto é sinônimo de fé. Pois Ele mesmo sabendo que entre os doze havia um que lhe trairia, nunca usurpou deste princípio.

5 – Diálogo

A comunicação é a distinção mais notável entre um animal e um ser humano. Comunicação no casamento é essencial para que o casal possa resolver muitas questões do dia a dia. Comunicação pode ser traduzida como diálogo; existe uma expressão muito conhecida que diz “é conversando que a gente se entende”, também já dizia um antigo apresentador da televisão (chacrinha) “quem não se comunica se estrumbica”. Quantas questões muitas vezes rodeiam a vida de um casal e permanece por anos e anos sem solução por falta de dialogo, de uma conversa que venha colocar as coisas em ordem, uma conversa que seja sincera, que passe a limpo todas as questões mal resolvidas, algo que aparentemente nunca teria solução e de repente numa conversa aberta se resolve rapidamente.


O dialogo de um casal precisa ter um alvo. Um casamento onde há o principio do diálogo não se restringe somente as questões de marido e mulher; o diálogo precisa ser estendido aos filhos também; o casal precisa através do diálogo participar de forma atuante na vida de seus filhos, desde nas questões de escola, amizades, influências etc.


O diálogo trás concordância entre um casal; as coisas quando são resolvidas sem concordância tornam-se muito embaraçosas, e seus resultados serão catastróficos. O mistério do diálogo num casamento é que as cargas sejam divididas; quando as decisões são tomadas em concordância serão decisões prudentes e ainda que venham a errar nenhum dos dois poderão culpar um ao outro pois decisão foi conjunta.


O diálogo entre pais e filhos é papel fundamental de um casal que almeja criar seus filhos com sabedoria, pois neste ato o casal exerce paternidade auxiliando-os na educação e aconselhamento acerca de todos os assuntos que os filhos vão se deparar. Pais que conversam com seus filhos tornam-se mais do que pais; tornam-se amigos. E com um amigo agente se abre agente conversa abertamente; sejamos, pois amigos de nossos filhos.

6 - Cristo


Um casamento abençoado tem como característica Jesus Cristo como o centro da atenção de um casal; a atenção de um casal deve estar primeiramente nas coisas que Deus pode realizar em suas vidas. Quer seja financeira, material, familiar ou espiritual. A família precisa retornar a este principio de vida que é o papel honroso dos pais na educação Cristã dentro de um lar.


Deus deseja através do casamento, gerar fruto no casal, na família, na comunidade, na sociedade e numa nação. Para que estes frutos sejam gerados todo casamento deve estar convergido para os interesses de Cristo que conseguintemente abençoará o matrimonio.


Por melhor que seja o esposo (a) sempre haverá imperfeições, afinal, somos humanos e sujeitos ao pecado. É relativamente normal surgirem algumas desavenças e mal-estar no relacionamento. São duas pessoas com personalidades próprias, que unidas estão pelo Senhor e pelo amor que sentem mutuamente, mas, as divergências surgem. Como contornar estas situações? É o momento da autonegação, do sentar e conversar como santos, abertamente e na unção do Espírito Santo. Lembrem-se: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.” (1Pe 4.8) Uns para com os outros, inclui a (o) esposa (o). Cada cônjuge precisa pagar o preço para o relacionamento fluir; reconhecendo os pontos fracos, as tendências, as imperfeições, e principalmente levar as cargas uns dos outros. Cristo é a pedra principal de um relacionamento a dois, é n’Ele que um casal deve alicerçar.






Encontro realizado no dia 13 de Junho de 2009, na igreja A.D. Ministério Jd Brasil.


Ministrado pelo irmão Gerio Vieira






À Ele seja a honra, a Glória e o Louvor pelos séculos dos séculos!



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